AMAZÔNIA

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GENTE DA MESMA FLORESTA

quinta-feira, 4 de abril de 2013

UM NATAL POSSIVEL




Zé Miguel (25/12/12)

Sonhos se revelam no natal
Almas desabrocham feito flor
Pena que afinal
Só aconteça no natal
Quando todo dia é preciso
Ser natal
Solidariamente mais natal
Pra fazer do mundo
Um lugar bem mais feliz
Gente praticando
O que a lei do Cristo diz
Gente é mais feliz
Se faz gente feliz
Do meu jeito quero então
Dizer feliz natal
Pra todos aqueles que acreditam
Que o natal ainda é possível
Florescer no tempo
E trazer um novo dia
Quando do natal
Possa se ver a poesia
Inda que tardia
Tornando a vida
Dessa gente mais bonita
Por isso do meu jeito
Volto a crer feliz natal
Um natal feliz
Hoje e sempre como
A lei do Cristo diz


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A TEMPO MEU E TEU


Zé Miguel

 

Não sei de que rio venho

Mas deságuo em ti

toda a minha paixão

Faça de mim então a foz

do teu contentamento

E desabroche feito flor

na primavera

Como quem espera enfim

Viver ardentemente o amor

 

Entre pela porta entreaberta

do meu sentimento

E tome posse dos meus afluentes

Porque de que rio venho não sei

Mas águas mansas te revelarei

Se no meu colo deitares teu tormento

 

De posse do advento

Aqui revelado

Do teu arfante seio

Junto ao peito meu

Há de brotar talvez

Futuro e presente

Amor eterno a tempo

Meu e teu

 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

ANGUSTIA


Zé Miguel

Na ponta dos pés

Meu coração estica-se

Por sobre o muro da incompreensão

Para ver do outro lado

Onde agonizante desespero

Flagela o outro ser em desatino

Queda-se amargo ao peso da culpa

Penitencia-se na sua própria dor

Estica ainda mais os olhos

Para tentar ver

A extensão do seu inocente

Mas mortal veneno

Fustiga ainda mais a própria penitencia

E sangra por todos os poros da alma

No outro lado o desespero clama

Por um caminho que o conduza à calma

A dor insuportável que me assola

E reprimida não se manifesta

Vitrifica a lágrima que não rola

Sufocando o soluço natimorto

No desconforto de cada amanhecer

Que inverno triste este que ora vivo

Triste o futuro que ora antevejo

Embora por princípio Dante aceito

Inda recuse abrir meu próprio cortejo

Eu cada vez solitário espreito

Outros sofreres e suas individualidades

Personalizado ou não o sofrimento

É sempre mais do que desconcertante

E só quem sofre sabe a dor que sente

O olhar culpado meu por sobre o muro

Esbanja acusações que verdadeiras são

Percebo sem esboçar qualquer reação

As pedras atiradas sobre mim

Na minha direção

Por minha própria consciência

Não sei... Confesso que não sei

Até que ponto vale a resistência

Que ainda conduz os meus cansados pés

Meu solitário e cansado coração

 

terça-feira, 7 de agosto de 2012













AMOR ENTRE...
Zé Miguel

Amor entre as pernas

E os cobertores

Amor que entra e sai

Provocando estertores



Amor entre espinhos

Abraços e flores

Amor dos caminhos

Da relva das cores



Amor entre seres

Que amam atoa

Amor dos dizeres

Pessoa a pessoa



Amor em exercício

Do amor de fato

Do amor que é um vicio

Durante o ato



Amor de vizinhos

De ruas de mundos

De raros carinhos

De beijos profundos



Amor abre aspas

Amor por inteiro

Amor fecha aspas

Amor verdadeiro








sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ser feliz


 

Zé Miguel



Ser feliz pode ser estar contente

Pode ser  estar de bem contigo

Ser feliz pode ser estar presente

Pode ser a presença do perigo

Pode ser a saudade do ausente

Pode ser o calor de beijo amigo

Ser feliz talvez seja ser mais simples

E sentir no rosto a caricia do vento

Perceber o quanto é belo o amanhecer

Ou ficar vendo a tarde se perder

Pode ser não ter nem um compromisso

Ou estar ocupado até a alma

Pode ser a bagunça da balada

Ou simplesmente a calma...


segunda-feira, 14 de maio de 2012

O RIO E A LINHA

Zé Miguel

Aqui aonde o grande rio
Atravessa a linha que atravessa
O grande rio na horizontal
O sol incide intenso
Quando a chuva da uma paradinha
Com toda a sua força equatorial
O grande rio deságua
Na alma da gente
O calor do sol nascente
Que afoga de paixão
Todos que por aqui
Acabam passando rente

Os pássaros no fim da tarde
Enchem os fios da rua do comercio
Algazarra esvoaçante
Inebriante alarde
Cantado aos quatro ventos
Em prosas e versos
Um manifesto vivo
Um culto amazônico
Da alma da Amazônia
Pra todo o universo

Pra tu que vem aqui
Nos ver de perto
Que venha então
De peito aberto
Pra receber da gente
O coração
O amor à poesia
E o verde ao descoberto

sábado, 12 de maio de 2012

AMOR AMANTE

Zé Miguel

Acho que quero do amor o amor tão somente
Amor pra quando acordar querer seguir adiante
Amor capaz de se dar e de se fazer presente
Amor pra me acostumar a ser feliz constante!
O amor é chave de abrir o amor que sente
A tempo de descobrir o comandante
Do tempo que há de vir ao meu presente
Na busca eterna de ti... Amor distante!

Amor de não desistir nunca da gente
Amor que quero pra ser acompanhante
Amor de ficar aqui eternamente
No terno afã de ir e vir... Amor amante

SEJAM BEM VINDOS(AS) AO MEU"CANTO"

"Sejam bem vindos todos e todas que se importam com os outros, que se inquietam e manifestam suas inquietações, todos e todas que acharem que podem fazer a diferença... Quem sabe fazendo diferente... Todos e todas capazes de se emocionar com uma canção... Com a sutileza da beleza de uma flor... Todos e todas que acreditam na força verdadeira do amor"